As pérolas da minha namorada: Amor felino

Para quem não sabe a Rita tem um gato de estimação chamado “Pantufa”. A originalidade do nome do animal só consegue ser ultrapassado quando batizamos um cão de boby.

Desde a sua deslocação para Lisboa que a minha companheira deixou de visitar regularmente o seu amor peludo (abandonou-o), o que obviamente levou à retirada da guarda do animal para ser atribuída ao meu sogro. 

Esta nostalgia, semelhante à síndrome do ninho vazio, tem despertado na minha companheira um sentimento doce e maternal quando ela avista um felino a deambular pelas ruas. Outra técnica utilizada pela Rita para ultrapassar as saudades é passar grandes momentos na janela da cozinha a contemplar os gatos da vizinhança. 

Num desses momentos em que a minha namorada meditava enquanto olhava para os gatinhos a rebolar num telhado, ela vira-se para mim e diz com o ar mais amoroso do mundo: “qualquer dia atiro-lhes um saco de ração, achas que eles vão gostar?” 

Eu sei que naquela cabecinha era capaz de ser uma ideia fantástica e que o efeito imaginado era os gatos correrem alegremente para a comida, sem se assustarem e sem aquilo ser uma situação estranha. 

Aproveito para partilhar convosco o meu próximo projeto de investigação: um dia quando a Ritinha estiver a conversar alegremente com um amigo, eu vou subir à varanda e atirar-lhe o almoço… depois partilho o quão feliz ela ficou.

Abraços
Jorge

Programa TVI || Quem quer casar com o meu filho



No dia 10 de Março estreou o programa da TVI 'Quem Quer Casar com o Meu Filho'. Este programa da estação de Queluz de Baixo tem um formato simples: cinco mães procuram arranjar noivas para se casarem com os filhos. Para isso, ajudam-nos a entrevistar várias candidatas. 

E é aqui que começa a ridicularização do programa, em que o homem olha de cima a baixo a sua possível namorada, com a ajuda a sua mãe, candidata a sogra. E para piorar, as primeiras a julgar as candidatas pelo seu aspeto físico são as mães. Estas também tecem criticas às candidatas por não saberem cozinhar ou tratar da casa, por já terem filhos, e por usarem tatuagens. 

Quanto às mulheres que resolveram participar neste formato são as primeiras a não respeitar a condição feminina. Sujeitam-se a este tipo de julgamento, a serem avaliadas com base em perguntas idiotas, feitas por mães e filhos preconceituosos. 

O mais decadente deste formato é mesmo aquelas entrevistas feitas pelo duo mãe-filho às potenciais noivas. Mulheres sentam-se num sofá em frente ao homem e são avaliadas em primeiro lugar pelo aspeto físico, depois por perguntas como “sabe cozinhar?”, “tem filhos?”, “que idade tem?”, “fuma?”. Cada uma das questões promove uma discriminação diferente. Não sabe cozinhar? Mulher que não sabe cozinhar não é merecedora deste homem, que precisa que alguém o faça por ele. Tem filhos? Lamentamos, mas mulheres com filhos não merecem uma segunda oportunidade, e não servem para este menino de ouro. Que idade tem? Nãããã, muito velha para ele, nããã, muito nova para ele. Fuma? A sério? Mulher que fuma? Fora!

Claro que com um programa em que a mulher é ridicularizada e avaliada como se de um objeto de trata-se, passados menos de 15 dias sobre a estreia, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu várias queixas de machismo e de a mulher ser colocado num papel submisso. 

beijos
Rita

Netflix: Uma experiência inclusiva

A forma como assistimos a filmes e series tem mudado muito nos últimos anos. Passámos de consumir estes conteúdos na televisão ou cinema para assisti-los em qualquer lugar, através de um telemóvel, tablet ou computador portátil. 

A Netflix é um serviço de streaming, que permite de forma legal, assistir a uma quantidade gigantesca de series e filmes, proporcionando assim um leque alargado de escolhas para satisfazer os gostos e preferências individuais. 

Seguindo essa filosofia de criar um serviço que oferece uma experiência única a cada utilizador, e respeitando a singularidade de cada individuo, a empresa tem desenvolvido ferramentas para não excluir pessoas com deficiência. 

Uma dessas ferramentas é a audio-descrição, que pode ser ativada nas definições de áudio do vídeo. Esta opção faz pequenas descrições que permitem a pessoas com deficiência visual conseguir compreender as cenas na sua plenitude. Afinal, quem disse que cegos não podem ver filmes? 

Outra opção interessante nas configurações de áudio é a possibilidade de assistir aos conteúdos dobrados em Português. Isso permite que pessoas com deficiência visual que não dominem línguas estrangeiras não fiquem impedidas de assistir a series e filmes. 

As pessoas com deficiência auditiva podem ativar a opção de legendas que descreve sons essenciais para a compreensão do filme (por exemplo: bater a porta ou o telefone a tocar). 

De salientar que estas ferramentas estão disponíveis na maior parte dos conteúdos da Netflix e que a empresa está comprometida a ter 100% dos seus conteúdos acessíveis, assim podemos sonhar com um mundo acessível a todos.

Parabéns à Netflix e que continue a inovar!

Abraços
Jorge

Descobrir Portugal || Parque da Liberdade

Em plena vila de Sintra, entre a serra e o mar, localiza-se o Parque da Liberdade, um imenso jardim repleto das mais variadas espécies de plantas, flores e árvores.

Com uma imponente entrada, declaradamente romântica, o Parque conta com inúmeros recantos misteriosos de invulgar beleza natural, convidando o visitante a agradáveis passeios. E neste último domingo fomos conhecer este lugar único, perdido no meio da serra.

De destacar que o parque tem fácil estacionamento à porta e torna-se acessível a pessoas com mobilidade reduzida, para que todos possam usufruir dos desafios que o Parque da Liberdade oferece.

No Parque existem também equipamentos desportivos como um ringue de patinagem ou um court de ténis, que são agora utilizados ocasionalmente, bem como várias zonas de merendas.




O Parque da Liberdade pode ser visitado entre as 9h00 e as 17h00. A entrada é gratuita.