Hoje chega ao fim o ciclo de três publicações que iniciei na sexta-feira. Apesar da escrita leve, para mim este assunto ainda é pesado, porque há coisas difíceis de entender. Mas se falo nele é porque é um caso resolvido, sem mágoas, nem vinganças. É uma experiência de vida!
O fim... O processo Setúbal na Rede!
11/Dezembro/2013
A situação terminou no dia 11 de Dezembro, após uma semana de imensa tensão. A minha mãe telefonou ao Sr. X a perguntar se já sabia quando assinava o documento, porque estava na altura de voltar a pagar a renda da casa e as despesas mensais. Ao que me foi dito, o diretor do jornal Setúbal na Rede respondeu agressivamente, tendo desligado o telefone abruptamente.
Eram 14h20 quando entrei na redação e após cinco minutos de silêncio, perguntei quando poderíamos assinar os documentos do estágio.
O Sr. X começou aos gritos, referiu que não assinava documento nenhum, e dirigiu-se até mim, para me agarrar pelo braço e expulsar do jornal. Pedi só o tempo de arrumar os meus bens pessoais antes de sair, mas foram cinco minutos cheios de gritos e das mais variadas ofensas.
Naquele momento percebi que o referido cidadão me poderia agredir a qualquer momento e pedi para abrir a porta da rua, porque sentia medo de ficar ali sozinha com ele. O pedido foi-me negado e eu comecei a gritar por socorro, tendo tirado o telemóvel da mala, para chamar a polícia.
No momento em que procuro chegar à porta para a abrir, sou violentamente agredida, tendo batido com a cabeça e a face na parede. Após esse momento, entrego a chave da porta, que detinha em meu poder, ao Sr. X e saio a chorar, desesperada.
Quando me olho ao espelho do elevador reparei que além de ter a face vermelha, detinha um golpe na mesma, que sangrava.
Dirigi-me de imediato à PSP, na Avenida Luísa Todi, para registar uma queixa, mas fui encaminhada para o hospital. Após quatro longas horas de espera, fui atendida e deram-me um relatório em como entrei no Centro Hospitalar de Setúbal – Hospital de São Bernardo, vítima de agressão.
Regressei às instalações da PSP, onde fui muito bem atendida e registei a minha queixa. No dia seguinte fui ao Instituto de Medicina Legal, para avaliar a dimensão do ferimento e a marca que poderia deixar. O relatório seguiu diretamente para o Ministério Público. Desloquei-me a esta entidade, mas disseram para não me preocupar, que tudo iria seguir os trâmites legais.
O julgamento do processo Setúbal da Rede aconteceu em Dezembro de 2017, no Tribunal de Setúbal. Passaram quatro anos. Houve arguido. Houve condenação. Esta história chegou ao fim!
E eu? consegui descrever de forma sucinta e leve algo pesado e violento, com muito mais para dizer. Este texto tem mais dias, tem entrelinhas, tem detalhes e controversas que ficam, quem sabe, para outro dia.



Mas que horror... Nem consigo arranjar palavras para comentar, pessoas como esta são a destruição da nossa sociedade.
ResponderEliminarDemonstraste mesmo muita coragem em reportar uma situação destas (que ainda bem que já chegou ao fim), desejo-te muita força e tudo de bom!
Beijinhos,
MESSY GAZING
Obrigado :D
ResponderEliminarWhat? :O Eu não acredito que isto aconteceu!!!
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Ainda bem que tudo já terminou mas mesmo assim não deixou de ser um processo doloroso para ti.
ResponderEliminarTodas as pessoas a quem isto acontece deveriam ter essa coragem tal como tu tiveste para denunciar a situação.
Beijinhos grandes <3